Escola municipal comemora “Dia do Folclore”

Durante esta semana, a rede municipal de ensino realizou diversas atividades especiais e ações educativas válidas para o Dia do Folclore. Uma das escolas que desenvolveu atividades especiais foi a EMEF “Jornalista Washington Luiz de Andrade”, no Jardim Ferrarezi, organizado pela gestora da unidade, Vanusa Ederli Bueno e professor Renato Omar Ranzoni. Este trabalho marcaram as comemorações do Dia do Folclore no Brasil, celebrado todo dia 22 de agosto.

Folclore é o conjunto de tradições e manifestações populares constituído por lendas, mitos, provérbios, danças e costumes que são passados de geração em geração. A palavra tem origem no inglês, em que “folklore” significa sabedoria popular. A palavra é formada pela junção de folk (povo) e lore (sabedoria ou conhecimento).

O folclore simboliza a cultura popular e apresenta grande importância na identidade de um povo, de uma nação. Para não se perder a tradição folclórica, é importante que as manifestações culturais sejam transmitidas através das gerações. A UNESCO é uma organização internacional que tenta salvaguardar o patrimônio cultural e sensibilizar o povo para a importância da herança folclórica e necessidade de preservação da cultura popular.

No Brasil, o folclore é muito rico e há uma grande variedade de manifestações culturais, desde em festas populares (carnaval, festas juninas, e outros), quanto em lendas e mitos (saci-pererê, mula sem cabeça, curupira, etc), como também na música e dança (frevo, samba, xaxado, xote, maracatu, etc), e também em cantigas de roda (como os exemplos: “Atirei o Pau no Gato”, “Escravos de Jó”, “Ciranda-Cirandinha”, e outros).

InteresseO interesse pelo folclore nasceu entre o fim do século 18 e o início do século 19, quando estudiosos como os Irmãos Grimm e Herder iniciaram pesquisas sobre a poesia tradicional na Alemanha, e “descobriu-se” a cultura popular como oposta à cultura erudita cultivada pelas elites e pelas instituições oficiais. Logo esse interesse se espalhou por outros países e se ampliou para o estudo de outras formas literárias, músicas, práticas religiosas e outros fatos chamados na época de “antiguidades populares”. Neste início de sistematização os pesquisadores procuravam abordar a cultura popular através de métodos aplicados ao estudo da cultura erudita.

O termo folclore é um neologismo que foi criado em 1846, pelo arqueólogo Ambrose Merton – pseudônimo de William John Thoms – e usado em uma carta endereçada à revista The Athenaeum, de Londres (Inglaterra), onde os vocábulos da língua inglesa folk e lore (povo e saber) foram unidos, passando a ter o significado de saber tradicional de um povo.

Depois de iniciar e frutificar em quase toda a Europa, o estudo do folclore se estendeu ao Novo Mundo, chegando ao Brasil na segunda metade do século 19 através dos precursores Celso de Magalhães e Sílvio Romero.

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