Vigilância segue campanha preventiva contra doenças; balancete parcial segue sem novidades.

Pirassununga segue livre da dengue e outras doenças causadas pelo mesmo vetor, o mosquito aedes aegypti, a chikungunya, zika e agora, a febre amarela. Mesmo com uma sequência de chuvas regulares para este período de verão, a ameaça e o alerta permanente continuam valendo para se evitar o contágio destas três doenças junto à Vigilância Epidemiológica.

Com a chegada de 2018, a Vigilância reiniciou a contagem anual de incidências de casos ou notificações e, num balancete parcial desta segunda quinzena do mês de janeiro, está sob investigação três possíveis casos de dengue, sem quaisquer menções a casos suspeitos de chikungunya, zika ou mesmo, microcefalia em decorrência a contaminação por zika-vírus.

Em relação à febre amarela, o município não está classificado como área de risco para doença, portanto não há indicação de vacinação de rotina para toda a população. Em nenhum dos 26 municípios do GVEXX-Piracicaba foi registrado morte de macaco por febre amarela ou casos em humanos.
Sendo assim, a vacinação está sendo realizada somente para pessoas que irão viajar para região considerada de risco, com no mínimo dez dias de antecedência, e para pessoas que residem ou trabalham em zona rural. Para os viajantes internacionais é necessário apresentar comprovação da viagem para país em que há exigência de apresentação do Certificado Internacional de Vacinação e Profilaxia (CIVP) e agendamento prévio. Pessoas acima de 60 anos devem passar por avaliação médica para atestar que não há condições clínicas que contra indiquem a vacinação.
A vacinação contra febre amarela está sendo realizada, para as situações em que há recomendação, no Centro de Especialidades Médicas (CEM) às segundas, quartas e sextas-feiras, na Unidade de Saúde da Santa Fé às quintas e sextas-feiras e na Unidade de Saúde do Limoeiro à terças-feiras, sempre no período da manhã. É imprescindível a apresentação da carteira de vacina e cartão SUS.

Entretanto, mesmo com todos estes casos, a Vigilância volta a solicitar de todos os munícipes que mantenham a atenção redobrada, para que novos casos não se manifestem. Estes cuidados incluem a limpeza geral e total de quintais e dos próprios imóveis para que o vetor, o mosquito aedes aegypti não tenha quaisquer chances de se procriarem. Informações gerais sobre estas doenças podem ser obtidas na sede do Centro de Especialidades Médicas (CEM) – no Jardim Carlos Gomes – ou pelo telefone (19) 3563-5050, com ramais (3563-5051 até o 3563-5069).

Estudo – Em recente estudo publicado pela Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (FSP/USP), com apoio da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo), a urbanização e a consequente redução de áreas verdes em quase todas as regiões do Estado de São Paulo – especialmente a Região Metropolitana -, contribuem de forma efetiva para que haja um grande proliferação do mosquito transmissor de doenças, o aedes aegypti e outros vetores similares.

Totalmente adaptados à área urbana, os mosquitos transmissores de doenças encontram um ambiente propício para se multiplicar, sem quaisquer predadores naturais. Os vetores das doenças, há alguns anos atrás, eram “controlados” por outros mosquitos que se alimentavam de seus ovos e larvas e, estes têm uma população em declínio, favorecendo ainda mais os mosquitos transmissores de doenças.

Um exemplo deste desequilíbrio natural foi feito pelo Centro de Controle de Zoonoses da Cidade de São Paulo, que coletou quase 39 mil espécimes de mosquitos (chamada de família culicidae), também conhecidos como pernilongos, e concluíram que se tratavam de 73 espécies e 14 gêneros diversos.

Em artigo publicado na revista científica especializada “Scientifics Reports”, dos Estados Unidos, foi comprovado que as maioria das espécies de mosquitos “silvestres” estão em declínio; com isso, os vetores patógenos – que transmitem doenças – aos humanos, se proliferam desenfreadamente, causando as epidemias nos centros urbanos (www.nature.com/articles/s41598-017-18208-x).

A partir deste momento, as pesquisas seguem para estudos conclusivos em que busquem restabelecer o equilíbrio entre as espécies, e que revertam a diminuição das espécies “silvestres” para controlar os mosquitos patógenos, já para os próximos anos.

Deixe uma resposta

%d blogueiros gostam disto: