Vigilância divulga balancete da campanha de vacinação antirrábica

Na primeira quinzena deste mês – sábados, dias 3 e 10 – a Vigilância Epidemiológica realizou a campanha municipal de vacinação antirrábica na cidade, cuja incidência da doença em Pirassununga não é registrada desde o final dos anos 70. A raiva animal é distribuída de forma gratuita nas campanhas, com doses únicas destinadas para cães e gatos domésticos, ambos acima de três meses de vida. No ano passado, por exemplo, esta mobilização popular ocorreu no segundo semestre do ano devido ao atraso da entrega das vacinas por parte do governo federal.

Neste início de semana, a Vigilância Epidemiológica concluiu um balancete desta campanha: até esta terça-feira (20) foram imunizados 13.936 cães domésticos, ou cerca de 78% da meta estabelecida; e pelo menos 4.073 felinos de estimação, ou mais de 118% da meta, que totaliza 18.009 animais. Segundo a responsável pelo Vigilância Epidemiológica, Edilene Furlan, esta campanha prossegue junto ao Hospital Veterinário da USP de Pirassununga (Hovet), como posto fixo de vacinação, sempre em horário comercial.

Doença – A imunização destes animais é essencial para a saúde pública, pois, uma vez manifestada a incidência de raiva animal, passa haver perigo real de contágio para o ser humano. A raiva é um vírus que pode ser transmitida dos animais contaminados para o homem, através da saliva, e a taxa de mortalidade da doença – que atinge apenas os mamíferos – é de praticamente 100% dos casos.

Os principais transmissores são os animais silvestres como morcegos, gambás, macacos entre outros, que contaminam cachorros, gatos e o próprio ser humano de forma acidental. O contágio é feito por meio de “troca” de secreções, pelo contato sanguíneo, ou mordida.

No caso da raiva canina, esta tem alguns tipos e fases e é incurável. Somente a vacinação prévia pode evitar a proliferação da doença. Os principais sintomas são o aparecimento repentino de agressividade do animal contaminado, salivação excessiva e paralisia, além de mudança de comportamento, tornando o animal mais quieto, cansado e bravo, que se “esconde” em locais escuros e ficam agitados. Esta fase inicial tem duração aproximada de um a três dias, e os sintomas, após o período de incubação pode variar de três a seis semanas.

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