Vigilância programa Campanha de Vacinação contra Sarampo e Polio, em agosto

A crise sócio-política eclodida há mais de uma década na República Bolivariana da Venezuela traz uma série de problemas para este país e para seus vizinhos sul-americanos, como Colômbia e especialmente, o Brasil. Quase um milhão de venezuelanos já cruzou a fronteira para fugir do regime iniciado pelo falecido tenente-coronel do Exército – Hugo Rafael Chávez-Frías – na década passada e continuada pelo atual governante – o ex-servidor do metrô da capital Caracas – Nicolás Maduro-Moros, cujo impasse político (governa o país por um decreto presidencial desde 2013) fragilizou a já decadente economia venezuelana.

Um destes reflexos, principalmente relatado em Roraima e Amazonas – estados que fazem fronteira ao sul da Venezuela -, fez com que doenças também adentrasse ao Brasil. Desde o primeiro semestre deste ano, Roraima, Amazonas e Rio Grande do Sul – estados que receberam cidadãos deste país – registraram surtos confirmados de sarampo. Amazonas e Roraima, juntos, contabilizam cerca de 500 casos confirmados e mais de 1,5 mil em investigação. No outro extremo do país, o Rio Grande do Sul também confirmou seis casos da doença este ano. Já o Rio de Janeiro investiga quatro casos – um deles com resultado preliminar positivo pra sarampo.

Em 2016, o Brasil recebeu da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) o certificado de eliminação da circulação do vírus. A doença, entretanto, voltou a ser motivo de preocupação entre autoridades sanitárias em razão das baixas coberturas vacinais identificadas no país e por ser altamente contagiosa.

Doença – O sarampo é uma doença infecciosa aguda, de natureza viral, grave, transmissível e extremamente contagiosa. Complicações infecciosas contribuem para a gravidade do sarampo, particularmente em crianças desnutridas e menores de um ano. Esta doença é de distribuição universal e apresenta variação sazonal. Nos climas tropicais, caso do Brasil, a transmissão parece aumentar depois da estação chuvosa. O comportamento endêmico do sarampo varia de um local para outro e depende basicamente da relação entre o grau de imunidade e a suscetibilidade da população, além da circulação do vírus na área.

Os sintomas do sarampo incluem febre alta acima de 38,5°C; erupções na pele; tosse; coriza; conjuntivite; e manchas brancas que aparecem na mucosa bucal, conhecidas como sinais de Koplik e que antecedem de um a dois dias antes do aparecimento da erupção cutânea. Ocorre de forma direta, por meio de secreções expelidas ao tossir, espirrar, falar ou respirar. A transmissão acontece de quatro a seis dias antes e até quatro dias após o aparecimento do exantema. O período de maior transmissibilidade ocorre dois dias antes e dois dias após o início da erupção cutânea.

Vacinação – A vacinação contra o sarampo é a única maneira de prevenir a doença. O esquema vacinal vigente é de uma dose da vacina tríplice viral aos 12 meses e a segunda dose da vacina tetra viral aos 15 meses. Pessoas com suspeita de sarampo, gestantes, crianças com menos de seis meses e imunocomprometidos não devem receber a dose; a gestante deve esperar para ser vacinada após o parto.

Em Pirassununga e demais cidades do Estado de São Paulo, a vacinação será exclusivamente para crianças de 1 ano até 4 anos, 11 meses e 29 dias; para imunizar contra o sarampo (tríplice viral) e polio (VIP e VOP), que vai ocorrer entre os dias 6 e 31 de agosto. Esta criança deve ser imunizada na unidade de saúde mais próxima da residência.

Informações gerais ou complementares sobre esta agenda pode ser obtida diretamente na Vigilância Epidemiológica, pelo telefone (19) 3561-6292, ou ainda com a Equipe de Controle de Vetores, pelo telefone (19) 3565-6467. (Fonte: com informações do Ministério da Saúde e Secretaria Municipal de Saúde)

Deixe uma resposta

%d blogueiros gostam disto: