Repasses à Santa Casa estão normalizados

No final da manhã desta sexta-feira (20), após informações oficiosas de que médicos poderiam paralisar atendimentos por falta de pagamento, o secretário municipal Edgar Saggioratto (Saúde) tomou a iniciativa de convidar a imprensa para uma breve coletiva no Plenário do Paço Municipal. Acompanhado do representante da Santa Casa de Misericórdia, Amador Mistieri, Saggioratto rebateu quaisquer hipóteses de falta de pagamento ou paralisação de atendimento pelo convênio entre a municipalidade e o hospital, e adiantou que o repasse de verbas está normalizado.

Segundo explica Saggioratto, a administração municipal e o hospital possuem um convênio para o funcionamento do Pronto Atendimento, Pronto Socorro, além do Pronto Atendimento Médico (PAM), da zona norte, e Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). Por restrição orçamentária atual vivida em todas as esferas administrativas, principalmente a municipal, alguns pagamentos referente ao mês de agosto passado foram confirmados somente nesta data: os repasses financeiros para os devidos pagamentos integrais dos serviços médicos de Pronto Atendimento e Pronto Socorro, de responsabilidade da administração municipal. As reclamações dos profissionais médicos recaíram sobre os pagamentos dos serviços prestados no Pronto Atendimento Médico da zona norte e do SAMU, ambos com acertos em 50%. “Pagamos os trabalhos executados no Pronto Socorro e Pronto Atendimento, mas, já estamos acertando integralmente hoje (sexta, dia 20), pelos serviços do SAMU, especialidades e coordenação”, assegurou o secretário.

Saggioratto também reiterou que a gravíssima crise financeira do país afeta “em cheio” as finanças da Saúde Pública, o que gera dificuldades para sanar o problema. “Os municípios arcam com cerca de 60% da contrapartida da Saúde e as outras esferas, cedem 40%”, disse Saggioratto, ao explicar de arrecadação, especialmente, a municipal.

Mesmo com todas as dificuldades e adversidades, Saggioratto confirmou que todos os pagamentos estão e serão cumpridos normalmente, pois, desde que assumiu a Saúde Municipal, no final do semestre passado, introduziu o Programa de Gestão da Saúde que, em suma, cumpre o orçamento disponível, sem comprometer as finanças do setor, com gastos sendo suplantados pelas receitas disponíveis.

O Pronto Socorro, atualmente, está com um grande aumento de contingente (atendimentos) e, detectamos problemas junto às unidades básicas de saúde. Estamos reavaliando o atendimento das unidades dos bairros para que possamos sanar problemas estruturais e economizar”, pregou.

ComprometimentoO secretário municipal Edgar Saggioratto (Saúde) citou a falta de comprometimento de alguns profissionais médicos, possivelmente, os “criadores da crise”. Segundo ele, os médicos devem cumprir 40 horas semanais – 8 horas diárias – com, pelo menos, 32 consultas feitas, pela defasagem do PS.

No entanto, alguns profissionais – sem citar nomes – não cumprem nem 50% destas consultas a serem feitas e “exigem o pagamento integral”. “Não vou aceitar, em hipótese nenhuma, este tipo de conduta. Queremos um atendimento exemplar, o que exige um cumprimento de consultas exigidas”, comentou firme, Saggioratto.

No atual momento, tanto a municipalidade quanto a Santa Casa confirmam que o convênio de prestação de serviços de urgência e emergência foram feitas em até R$ 1 milhão em serviços prestados, com uma economia de R$ 4 milhões em relação ao ano de 2016.

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