Quintal limpo ajuda a evitar incidência de escorpiões

Nesta época de calor e breve incidência de chuvas, pode haver um aumento significativo de incidência de escorpiões em residências e quintais, especialmente, quando existe um acúmulo de matéria orgânica, entulhos, lixos, depósitos e armazéns que atraem especialmente baratas, que é o principal alimento deste artrópode – animais peçonhentos que inoculam veneno na presa, por meio do segmento da cauda, mais conhecida com “telson”. A espécie mais comum no país, especialmente no Sudeste brasileiro, é o escorpião amarelo (tityus serrulatus).

Para evitar que este animal frequente residências e quintais é essencial que haja limpeza, pois, evita-se a incidência de baratas. Os escorpiões amarelos possuem hábitos noturnos, e podem adentrar às residências através de tubulações para fiação, encanamentos de esgoto, frestas de paredes, portas e janelas, à procura de local úmido, quente e com disponibilidade de alimento.

Segundo dados da Vigilância Epidemiológica, desde o início deste ano até o início desta semana, ocorreram 35 acidentes com escorpiões, sendo que pelo menos dois destes casos foram classificados como grave, incluindo uma criança que evoluiu com sequelas neurológicas.

Caso haja acidentes com este animal, deve-se procurar, imediatamente, por atendimento na Santa Casa de Misericórdia de Pirassununga, pois é o local onde são armazenados e administrados os soros antivenenos.

Escorpião O tityus serrulatus, conhecido popularmente como escorpião-amarelo, é típico do Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste brasileiros; é a principal espécie que causa acidentes graves, com registro de óbitos, principalmente em crianças.

Possui as pernas e a cauda amarelo-claro e o tronco escuro; a denominação da espécie é devida à presença de uma serrilha nos 3° e 4° anéis da cauda. Mede até 7 cm de comprimento e sua reprodução é partenogenética, na qual cada animal tem aproximadamente, em média, 20 filhotes cada, anualmente, chegando a 160 filhotes durante a vida.

Devido aos hábitos domiciliares e à periculosidade da picada é responsável pela maioria dos acidentes verificados no país em região urbana, devido ainda à grande expansão de distribuição nos últimos 25 anos. São muito perigosos e deve-se manter distância, especialmente das crianças e idosos.

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